18 de jan. de 2008

O Povo Cigano,

Um dos maiores mistérios da força do povo cigano esta em um princípio fundamental de sua existência, a vida e a sua liberdade. Por isto dizem que cigano não tem morada, nada os prende a não ser a vida, a paz, o amor, a liberdade, a família a união do grupo.
A força e a magia deste povo, esta calcado na força universal, a natureza, por isto a necessidade de estar em contato direto com esta força que imana da terra, da água, do vento, do fogo e do éter. Cada movimento da natureza representa fundamentos na concepção deste povo.
Os astros transmitem a energia necessária para a superação das provações da vida terrena, além de auxiliar na busca do equilíbrio e a comunhão com o universo e religar-se com seus antepassados. O Fogo é a transformação das energias, é um espelho da vidência, é o movimento das Salamandras que trazem as mensagens que estão na escuridão de nossa ignorância, é a proteção do frio e de todas as negatividades e perigos. A fogueira nos acampamentos é o coração das caravanas, onde, o seu povo unido a todos os elementos de transformação imanam toda a vibração, a alegria, a energia, o canto, a dança, a união que representa a força do movimento da vida, das caravanas, das cidades, de tudo que movimenta o universo.
Este povo, ao contrário que os não ciganos pensão, possuem sim, normas, leis, códigos morais próprios e de profunda rigidez transmitidos de geração para geração. O Respeito aos velhos, pois representam a sua origem e o que é de mais sagrado em um acampamento cigano é as crianças, pois representam a continuidade de seu povo.
Não podemos esquecer que a LIBERDADE é a palavra chave deste povo. Portanto nada que venha ferir este princípio pode ser aceito em uma tribo de ciganos. Estes mesmos princípios regem todos os ciganos encarnados e desencarnados, não peçam a um cigano que venha ao mundo para praticar qualquer maldade, pois nada será feito, pois este povo conhece mais do que ninguém a lei da ação e da reação e as conseqüências dos seus atos. Tirar a liberdade de um cigano é cortar suas veias e deixá-lo sangrar até morrer na solidão e no abandono no exílio do bando.
Podemos dizer que as leis que regem um grupo cigano são bem mais rígidas e bem mais severas que as leis que regem os não ciganos, como podemos ver diariamente nos jornais: as atrocidades, impunidades e descasos, diante de fato do cotidiano. Não que uma esteja mais ou menos correta. Ambas estão corretas, pois seguem princípios morais e individuais de povos diferentes que se baseiam em valores diferentes.
Muitos mitos são profanados em nome do Povo Cigano, por ignorância, por preconceito, por falta de informação e por falta de entendimento, pelos não ciganos. A intolerância na compreensão da liberdade e do desprendimento deste povo faz com que muitas falsas histórias sejam relatadas pelos não ciganos que preconceituosamente os definem como “vagabundos”, “ladrões”, “seqüestradores de crianças”, “trambiqueiros”, “enganadores”, etc. Tudo isto reflete a ignorância e a limitação dos não ciganos que vivem apegados a coisas que os fazem prisioneiros de seus próprios desejos, riqueza, poder, estatus, prazeres, etc. Enquanto que os Ciganos buscam acima de tudo a sua liberdade de ir e vir, a liberdade de seu espírito que se religa a cada amanhecer ao universo. Eles sabem que nada que é cedido pela natureza é deles, mais apenas cedidos para uso e frutos, emprestados. Portanto, como encontraram, assim deverão devolver a mãe natureza.
(Cacique Beto Koch do Ogum Yara e Cigano Pablo)

Quem Somos:

Filhos e seguidores da saudosa mãe Aurora Vienna de Oliveira, chefe material da Sociedade Espírita Umbandista Mãe Iemanjá e Ogum Beira Mar, fundada em 12.07.1964 em Porto Alegre, RS, comandada espiritualmente, por nosso grande Pai Ogum da Lua.


Todos nós somos espíritos em constante evolução, todos temos nossa missão, nosso tempo determinado pelo grande Pai sobre a terra. Após, mais de seis décadas, de muita dedicação, amor e caridade, somando mais de mil filhos e levando sempre na mão direita e no coração a força da Umbanda, a nossa amada mãe, retornou ao plano espiritual, com a certeza de missão cumprida.

A Umbanda é uma religião passada de geração para geração. O conhecimento, a força, a magia, é fruto de um forte convívio, dedicação e troca entre o novo e o velho. O respeito e a honra aos nossos antepassados é essencial para o fluído energético. É preciso entrega, desprendimento e humildade de saber que nada sabemos, pois o que sabemos é tão pouco diante da infinita verdade divina.

Se o conhecimento é infinito, não podemos nós, como células ativas, estagnar o conhecimento, a doutrina por conta da nossa ignorância e vontade, não temos este direito. Foi com este pensamento, que um grupo de médiuns com mais de duas décadas de iniciação dentro da Sociedade Espírita Umbandista Mãe Iemanjá e Ogum Beira Mar e sobre os ensinamentos rígidos de Mãe Aurora, decidiram, após a passagem desta grande cacique, dedicar-se com o mesmo empenho, amor, devoção e continuar levando a bandeira da Umbanda a todos aqueles que acreditam e aos que não acreditam, na luz, na força, no poder que imana do passado e das forças da natureza fundaram então, o Centro de Umbanda Ogum Yara e Mãe Iansã em 25/11/2005, coordenação médium Beto Koch.

Temos sessões de Caboclos e Pretos Velhos aos sábados às 20h00, com passes e consultas. Maiores informações fone: 9365-7069.