3 de mai. de 2012

Acolhimento Espiritual


Este texto é destinado a todos aqueles que por amor dedicam-se a amparar, acolher de forma amorosa a todo que por ventura batem em sua porta.



Quando nos definimos espiritualistas temos que compreender que esta palavra “ESPIRITUALISTA” vai muito alem das 4 paredes ou das poucas horas de dedicação espiritual que estão envolvidas em um “TRABALHO” dentro de um Templo quando nos reunimos na prática da caridade.



Destaco aqui “TRABALHO” entre aspas. Pois quando exercitamos algo do fundo do nosso coração nada é trabalhoso, desgastante, cansativo, entediante, irritante e tão pouco fizemos por obrigação. Portanto quando tratarmos de “Trabalhos Espirituais” lembremos que são as dádivas divinas, que são o nosso combustível o nosso êxtase de amor ao próximo, e principalmente de amor a nós próprios que nos denominamos “ESPIRITUALISTAS”. É no exercício da bondade que conseguimos encontrar a luz que ilumina os nossos caminhos na Terra.



Em um acolhimento damos apenas aquilo que nós próprios gostaríamos de receber no momento em que o nosso coração e alma aflita se encontram perdidos nas trevas do sofrimento e do desespero. É como se encontrássemos um oásis no meio de um deserto árido, sem vida e sem água, onde a sombra fresca das árvores e a água são o bálsamo salutar, a paz, a tranquilidade o equilíbrio a serenidade o amor divino que nos dá a força para continuarmos a nossa “breve e longa” jornada em busca de nós próprios. Digo “breve e longa” porque o tempo para o mundo dos espíritos é infinitamente diferente do nosso. A nossa passagem pela Terra por mais longa que podemos perceber é infinitamente pequena comparada com a eternidade do espírito. Portanto não podemos perder tempo. Temos que fazer hoje tudo que está ao nosso alcance com a permissão de Deus Pai todo poderoso, sem atropelos e principalmente, com bom senso.



Quando acolhemos alguém do fundo do nosso coração, somos multiplamente amparados pela infinita bondade de Cristo, por nosso anjo da guarda e espíritos protetores, assim como o espírito dos nossos amigos que estamos acolhendo. É um momento que recebemos muito mais do que qualquer tipo de doação de tempo ou de matéria que possamos estar disponibilizando ao outro.



A nós que nos denominamos Espiritualistas devemos ter a consciência de que ninguém é perfeito e tão pouco nós somos. Pois se assim fossemos, não estaríamos mais vivenciando o processo reencarnatório. E que a nossa passagem na Terra faz parte de uma das nossas etapas de evolução como espíritos. Temos que aprender a lidarmos com as diferenças, com as dificuldades individuais. Sempre nos questionando dos nossos atos mediantes as situações adversas que o plano espiritual nos coloca no nosso caminho. Cada etapa vivenciada é o traço grafado em nossa memória espiritual do nosso aprendizado, do qual teremos que prestar contas de nossas ações e reações. Como já dizia o profeta: Seremos cobrados de acordo com o nosso conhecimento e consciência. Maior conhecimento, maior a nossa cobrança, pois, a nós foi dado a dádiva mais cara; o despertar da consciência.



O espaço físico, a nossa casa de orações, o terreiro, a ceara, o centro espírita, nosso lar, seja lá qual for o nome que for dado a este ambiente consolador e acolhedor é o microcosmo. É a representação infinitamente pequena do universo que escolhemos reencarnar, é a nossa sala de aula, de aperfeiçoamento, de crescimento de elevação moral e espiritual. É onde iremos aprender a exercitar com um pequeno grupo a convivência, as dádivas divinas para podermos aplicar no nosso dia-a-dia, a paciência, a tolerância, a bondade, a humildade, a paz e amor a todas as criaturas criadas por Deus Pai todo poderoso, que de forma sábia foram divinamente inseridas no nosso caminho para aprimorarmos o nosso crescimento moral.



Sempre que recebermos alguém no “nosso lar”, que esta pessoa seja a mais especial de todas, pois foi ela que Deus colocou no nosso caminho para aprendermos e evoluirmos. Como no Filme: “As Mães de Chico” onde o Chico perguntou para uma das mães que padecia pelo desencarne imaturo do filho e que todos julgavam ter ocorrido por irresponsabilidade da babá. - Você agradeceu a sua babá? A mãe respondeu: Eu a perdoei, mas não agradeci. E o Chico respondeu: - Deveria, por ela ter sido a escolhida para auxiliar neste processo dolorido de desencarne. Já que, a dor e o complexo de culpa seriam infinitamente maiores ou até mesmo irreparáveis se por ventura o seu filho tivesse caído dos seus próprios braços. Portanto devemos sempre agradecer a Deus as pessoas que cruzarem os nossos caminhos, pois ele com sua infinita bondade e sabedoria sabe exatamente os motivos destes encontros e despedidas.



Uma “casa de acolhimento” não deve fazer distinções de ninguém que entra por sua porta. Todos são dignamente iguais na graça e na misericórdia divina. Não deve existir preferências por cor, sexo, idade, profissão, beleza, riqueza, herói, bandido, bem ou o mal vestido. NADA DISTO deve fazer diferença no tratamento de cada um destes espíritos que estão em busca do consolo para as suas aflições.



O que cada indivíduo irá levar de dentro de uma casa de acolhimento será apenas aquilo que fizer parte de seus próprios méritos. Não devemos esperar milagres, tão pouco soluções mágicas para os nossos pesares. As graças que iremos receber não depende dos médiuns, dos cambonos, secretárias, assistentes e tão pouco dos espíritos que estão presentes neste momento do auxílio. Todos estes elementos são meros trabalhadores na ceará do bem, são facilitadores para trazer a luz, a paz, a harmonia, a felicidade, a compreensão e o entendimento dos nossos atos e suas consequências. Cada um levará aquilo que vieram à busca e de acordo com os seus merecimentos.





Os membros que trabalham em uma casa de acolhimento são meramente intermediários desta bondade divina e são também os maiores beneficiados deste processo, quando exercerem as suas funções com o mais puro e infinito amor. È neste processo de doação que os trabalhadores de uma casa conseguem colocar em pratica todas as metas devidamente planejadas para o seu desenvolvimento espiritual.



Vamos amar a todos como gostaríamos de ser amados.

Vamos respeitar as diferenças, pois elas nos fazem crescer.

Vamos amparar para sermos amparados.

Vamos respeitar para sermos respeitados.

Vamos cuidar para que possamos ser cuidados.

Vamos nos dar sem nada esperarmos em troca.

Vamos acolher para sermos acolhidos.



Você deve estar se perguntando, por que até agora não falei nada sobre a palavra “ESPIRITUALISTA” entre aspas?



Por que o significado desta palavra é demasiadamente grande e infinitamente complexo para ser descrito em poucas palavras e vai muito além das 4 paredes do “Nosso Lar” e da curta passagem que temos aqui na Terra. Somente os estudos, a dedicação e o amor ao próximo poderá definir literalmente esta palavra de forma única e individual para cada um a passo de seu próprio desenvolvimento.



Palavras de um espírito protetor no auxílio de orientar e definir a importância de um Centro Espiritualista e do papel de cada membro da organização no processo de acolhimento. Este deve ser o objetivo principal do Cento Espírita de Umbanda Ogum Yara e Yansã.



Amém




Quem Somos:

Filhos e seguidores da saudosa mãe Aurora Vienna de Oliveira, chefe material da Sociedade Espírita Umbandista Mãe Iemanjá e Ogum Beira Mar, fundada em 12.07.1964 em Porto Alegre, RS, comandada espiritualmente, por nosso grande Pai Ogum da Lua.


Todos nós somos espíritos em constante evolução, todos temos nossa missão, nosso tempo determinado pelo grande Pai sobre a terra. Após, mais de seis décadas, de muita dedicação, amor e caridade, somando mais de mil filhos e levando sempre na mão direita e no coração a força da Umbanda, a nossa amada mãe, retornou ao plano espiritual, com a certeza de missão cumprida.

A Umbanda é uma religião passada de geração para geração. O conhecimento, a força, a magia, é fruto de um forte convívio, dedicação e troca entre o novo e o velho. O respeito e a honra aos nossos antepassados é essencial para o fluído energético. É preciso entrega, desprendimento e humildade de saber que nada sabemos, pois o que sabemos é tão pouco diante da infinita verdade divina.

Se o conhecimento é infinito, não podemos nós, como células ativas, estagnar o conhecimento, a doutrina por conta da nossa ignorância e vontade, não temos este direito. Foi com este pensamento, que um grupo de médiuns com mais de duas décadas de iniciação dentro da Sociedade Espírita Umbandista Mãe Iemanjá e Ogum Beira Mar e sobre os ensinamentos rígidos de Mãe Aurora, decidiram, após a passagem desta grande cacique, dedicar-se com o mesmo empenho, amor, devoção e continuar levando a bandeira da Umbanda a todos aqueles que acreditam e aos que não acreditam, na luz, na força, no poder que imana do passado e das forças da natureza fundaram então, o Centro de Umbanda Ogum Yara e Mãe Iansã em 25/11/2005, coordenação médium Beto Koch.

Temos sessões de Caboclos e Pretos Velhos aos sábados às 20h00, com passes e consultas. Maiores informações fone: 9365-7069.