14 de mai. de 2012

Adorei as Almas e as almas me atenderam
Adorei as Almas e as almas me atenderam
Eram as Santas Almas lá do Cruzeiro
Eram as Santas Almas lá do Cruzeiro

Almas santas, almas benditas! Vinde a nós, almas aflitas, rogai por nós pecadores agora na hora de nossa angustia e sempre.

Ensina-nos a sua sabedoria, humildade, amor e perdão ao próximo.
Pai Preto, Mãe Preta, Salve Vovó Maria Conga, Salve Pai Benedito, Pai Antônio, Mãe Maria da Estrada, Pai Cipriano, Maria Mina, Salve o povo de Angola, Pai Tomé, Vovó Rita, Negra Anastácia, Salve o Sol, Salve a Lua, Salve as Senzalas, Salve os quilombos, Salve nossa estada na Terra.


Almas que padeceram no cativeiro viveram e morreram na humilhação, homens, mulheres e crianças, que tiveram a sua liberdade ceifada por troca de alguns vinténs. Arrancados de suas terras e vendidos como mercadorias para servirem de escravos em terras distantes. De varias tribos com cultura e crenças diferentes, foram forçados a conviverem entre correntes e chibatas. Um povo que aprendeu pela sabedoria divina a superar as diferenças de suas origens e desenvolver a solidariedade, a superação dos obstáculos em busca do bem comum, a liberdade.

Na época, muitas revoltas banharam as terras com sangue de brancos, negros, velhos e de crianças, sem distinção. O ódio existente entre brancos e negros fortaleciam as correntes que aprisionavam o corpo e a alma independente da classe social, da cor e do credo, da casa grande a senzala.

Centenas de anos se passaram entre encontros e desencontros destas almas marcadas pelo ódio e pelo rancor, inúmeras reencarnações foram necessária para que pudessem purgar de seus espíritos as manchas de uma época desumana. Através da sabedoria, da bondade, da misericórdia divina estas velhas almas conseguiram alcançar a luz, o equilíbrio e se desvencilhar das amarras terrenas.

Hoje estas almas iluminadas vivem no astral, junto dos espíritos superiores atentos as nossas súplicas, sempre dispostos a nos socorrerem com sua doçura, com a voz mansa, com seu cachimbo pitando lentamente, nos ensinando através de suas palavras o caminho da humildade, da resignação, da paciência, da paz, da harmonia e do encontro da felicidade.

Nem todas as almas denominadas de Pretos Velhos que hoje se manifestam dentro dos Terreiros, são realmente almas de negros escravos. São espíritos que estão inseridos dentro desta vibração e que através da humildade escolheram trabalhar em benefício da humanidade de encarnados e desencarnados com esta vestimenta astral.

Ó Pai... Benditas são as almas que vós destinastes ao nosso consolo na terra, através da imagem destes amigos Pretos Velhos que nos tomam ao colo nos nossos momentos de aflição. Sublime sabedoria que permite que através do ensino e principalmente do exemplo nos desviamos dos caminhos pedregosos e alcançamos o bem viver.

Amém.

Que preto é esse ô calunga que chegou agora o Calunga... (bis)
É Pai Joaquim o Calunga que venho de angola  o Calunga... (bis)

AS SETE LAGRIMAS DE UM PRETO VELHO

Texto adaptado do Livro “Lições de Umbanda (e quimbanda) na Palavra de um Preto-Velho”, do médium W.W da Matta e Silva.

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto velho chorava. ..
 De seus olhos molhados, lágrimas desciam-lhe pelas faces e, não sei por que, contei-as… Foram sete!
 Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei…
 - Fala meu preto velho, diz ao teu filho porque externas assim uma tão visível dor?
 E ele, suavemente respondeu…
 - Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas são distribuídas a cada uma delas.

A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas ofuscadas mentes não podem conceber…

A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que os seus próprios merecimentos negam…

A terceira, aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar o seu semelhante…

A quarta, aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dele de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão…

A quinta, chega suave, tem o riso e o elogio da flor nos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito “Creio na Umbanda, nos seus caboclos e no seu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo”…

A sexta, eu dei aos fúteis, que vão de terreiro em terreiro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos, porém seus olhos revelam um interesse diferente…

A sétima, meu filho, notas como foi grande e como deslizou pesada, foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os orixás; fiz doação dessa aos médiuns, vaidosos, que só aparecem no terreiro em dias de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual…

E assim, filho meu, foi para esses todos, que viste uma a uma, as sete lágrimas desse preto velho!

Salve 13 de Maio, dia de Preto-Velho! Salve o povo de Aruanda!

Quem Somos:

Filhos e seguidores da saudosa mãe Aurora Vienna de Oliveira, chefe material da Sociedade Espírita Umbandista Mãe Iemanjá e Ogum Beira Mar, fundada em 12.07.1964 em Porto Alegre, RS, comandada espiritualmente, por nosso grande Pai Ogum da Lua.


Todos nós somos espíritos em constante evolução, todos temos nossa missão, nosso tempo determinado pelo grande Pai sobre a terra. Após, mais de seis décadas, de muita dedicação, amor e caridade, somando mais de mil filhos e levando sempre na mão direita e no coração a força da Umbanda, a nossa amada mãe, retornou ao plano espiritual, com a certeza de missão cumprida.

A Umbanda é uma religião passada de geração para geração. O conhecimento, a força, a magia, é fruto de um forte convívio, dedicação e troca entre o novo e o velho. O respeito e a honra aos nossos antepassados é essencial para o fluído energético. É preciso entrega, desprendimento e humildade de saber que nada sabemos, pois o que sabemos é tão pouco diante da infinita verdade divina.

Se o conhecimento é infinito, não podemos nós, como células ativas, estagnar o conhecimento, a doutrina por conta da nossa ignorância e vontade, não temos este direito. Foi com este pensamento, que um grupo de médiuns com mais de duas décadas de iniciação dentro da Sociedade Espírita Umbandista Mãe Iemanjá e Ogum Beira Mar e sobre os ensinamentos rígidos de Mãe Aurora, decidiram, após a passagem desta grande cacique, dedicar-se com o mesmo empenho, amor, devoção e continuar levando a bandeira da Umbanda a todos aqueles que acreditam e aos que não acreditam, na luz, na força, no poder que imana do passado e das forças da natureza fundaram então, o Centro de Umbanda Ogum Yara e Mãe Iansã em 25/11/2005, coordenação médium Beto Koch.

Temos sessões de Caboclos e Pretos Velhos aos sábados às 20h00, com passes e consultas. Maiores informações fone: 9365-7069.